Darwin dizia que a humanidade é fruto de um longo processo de evolução. Já o guarda-chuvas parece ter parado no tempo.
É o caso do guarda-chuvas — ou da sombrinha, que para mim é a mesma coisa, embora os especialistas insistam em distinguir.
Criado há mais de três mil anos como símbolo de realeza, passou do bambu e papel encerado para metal e tecidos sintéticos. A grande revolução só veio em 1928, com o modelo dobrável. Depois, o automático (que falha quando mais se precisa) e o que fecha para dentro.
Agora, os japoneses apresentam o “Ori”, inspirado no origami. Segundo o fabricante, ele resiste ao vento sem virar do avesso, protege contra raios UV e dura mais que os modelos convencionais. Ainda não chegou às lojas, mas já pode ser encomendado por pré-venda: US$ 249,00 (cerca de R$ 1.337,13).
Dizem que é a maior evolução da história do acessório.
Os guarda-chuvas e eu
Nunca fui adepto. Desde criança, em Teófilo Otoni, era obrigado a carregar o meu sempre que o céu nublava. E invariavelmente “esquecia” o acessório na matriz, para depois passar pelo constrangimento de vê-lo devolvido à minha avó pela zeladora da igreja.
Mais recentemente, durante o Censo, em dia de vento sul, a ventania, não conseguindo me arrebatar o guarda-chuvas, virou ele pelo avesso, inutilizando-o de vez.
Hoje tenho um modelo dobrável, que só sai da mochila quando a Marcela insiste. Foi pouco usado. Mas confesso: fiquei animado com esse hi-tech japonês. Já imagino importá-lo do Paraguai assim que aparecer nas boas casas de “importados”.

A IA diz que sou eu, enfrentando o vento sul com o guarda-chuvas japonês (Imagem gerada por IA Copilot e editada BN JCarlos)
Se vai cumprir a missão de nos proteger da chuva, não sei. Mas que o trem é bonito, é.
[Crônica IX/2026]




