Nesta segunda-feira (8/11) serão encerradas as comemorações do bicentenário de nascimento de Anita Garibaldi com uma homenagem, pelo município de Imbituba (localizado a 96 quilômetros de Florianópolis), ao escritor, historiador e ex-prefeito Adílcio Candorin, considerado um dos maiores conhecedores da biografia de Anita Garibaldi. Imbituba foi o local onde Anita participou do seu primeiro combate, em 4 de novembro de 1839, quando lutava na Revolução Farroupilha.
Na semana passada a prefeitura de Imbituba inaugurou um mosaico, de autoria da artista plástica Lis Panek, em homenagem a Anita Garibaldi. No local, Mirante da Vila Nova, já há o “Monumento Batalha Naval de Imbituba”, com o busto em bronze e duas reproduções de canhões, instalados em 2019, no aniversário de 180 anos do batismo de fogo da mulher do revolucionário italiano Giuseppe Garibaldi.
Ainda na cidade, há um exemplar da “Rosa de Anita”, uma flor híbrida criada pelo botânico italiano Giulio Pantoli e desenvolvida em parceria com o Museo Renzi, com o Instituto Técnico Garibaldi Da Vinci e o Governo da Emília Romagna na Itália, e o Instituto Anita Garibaldi (CulturAnita) de Laguna (SC). A muda foi plantada pela bisneta de Anita e Giuseppe Garibaldi, a italiana Annita Garibaldi, no ano passado, como parte do bicentenário de nascimento da “heroína de dois mundos”.
História
Diz-que na manhã de 4 de novembro de 1839 a Armada Imperial enviou três de seus navios para a enseada de Imbituba, atual Praia da Vila, onde estavam ancorados as embarcações revolucionárias Rio Pardo e Seival. A esquadra abriu fogo imediatamente ao ver o inimigo e Anita teria se postado junto com os atiradores armada de um fuzil. Em sua biografia Garibaldi conta ter ordenado a Anita que ela se escondesse no porão. Ela obedeceu e retornou de lá após ter expulsado os soldados que estavam escondidos para fugir da batalha, que foi vencida pelos farroupilhas.
O episódio ficou marcado como o batismo de fogo da recém engajada nas tropas revolucionárias, que proclamaram a brevíssima República Juliana (24 de julho a 15 de novembro de 1839).
Visitamos o local ontem, um sábado com nuvens carrancudas, que ameaçavam baixar chuva a qualquer momento.





