Esta semana fomos ao centro de Florianópolis resolver alguns problemas e, em menos de 20 metros, deparamos com as placas, não muito simpáticas, afixadas em dois prédios da rua Felipe Schmidt. Um é hotel, o outro um edifício comercial.
Me lembrei de uma vizinha da minha avó, em Teófilo Otoni, que também não gostava que sentassem à porta dela.
A rua Doutor Reinaldo era residencial de um lado, e comercial do outro. As portas de entrada das casas ficavam rentes à calçada, assim como uma das janelas. Éramos poucas crianças na quadra, quase todos “netos”, que ficavam durante o dia nas casas dos avós.
Conversávamos mais que brincávamos. Mas sentar na soleira da porta de determinada casa era proibido. A dona do imóvel nos vigiava pela gelosia da janela e assim que sentávamos no batente ela jogava água sob a porta, molhando nossa bunda.
Saíamos com raiva, mas no dia seguinte o episódio dos calções molhados já estava esquecidos e íamos nos sentar na frente da casa da mulher mau humorada…

