13 de junho de 2021

O milagre de Santo Antônio

Por José Carlos Sá

Dia de Santo Antônio e vou falar do milagre dele (Ilustra PaiEterno.Com)

Para hoje eu queria escrever um texto sobre Santo Antônio, um dos santos de minha devoção. Mas um fator externo bagunçou minha programação e minha paciência (ente de ficção). Depois de uma tempestade, que começou dia 10 (quinta-feira) e durou quase 24 horas sobre a Região Metropolitana de Florianópolis, São José ficou alagada; em Canelinha pessoas ficaram desabrigadas; em Palhoça, além dos problemas causados pelo excesso de chuva, uma adutora da Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento) se rompeu na madrugada de quinta-feira, afetando o abastecimento de toda uma região.

E o que a concessionária fez, além de enviar o pessoal para consertar o problema? Nada. Não emitiram nenhum aviso para a população de que aconteceu aquele incidente e que era para pouparmos água. Não disseram nadica de nada.

O rompimento se deu a cinco metros de profundidade. Os técnicos consertaram o vazamento e deram o problema como resolvido. Mas poucas horas depois a mesma adutora se rompe, devido à pressão da água em outro local, também no município de Palhoça, onde estão localizados os mananciais do rio Cubatão e do Braço do Vargem.

Sem saber que o problema em Palhoça poderia nos afetar, a Marcela lavou roupas na sexta-feira. E na tarde daquele dia já não tínhamos mais nem uma gota d’água nas torneiras.

Telefonei para o 0800 da concessionária no sábado e o cara, que provavelmente trabalha em outro estado (telemarketing), disse que o abastecimento seria restabelecido às 8h. Eram 8h15 e nada. Segundo Marcela, a água começou a cair nesta madrugada, dia de Santo Antônio.

Adutora rompida a cinco metros de profundidade (Foto Casan/Divulgação)

Eu me pergunto: qual a razão da concessionária não disparar mensagens por WhatsApp, anunciar no rádio e na televisão, pedindo a população dos vários municípios afetados – São José, Palhoça, Biguaçu e área continental de Florianópolis – que economizasse água?

Durante os 30 anos em Rondônia, sempre pensei que não havia empresa pior do que a Caerd. Mas estava enganado. A Casan dá de 10 a zero em incompetência e serviço mal prestado ( Exemplos numéricos comigo: https://bit.ly/2Tp7d2a e  https://bit.ly/3pOJoN7).