24 de dezembro de 2020

A árvore de natal

Por José Carlos Sá

Nossa árvores de natal este ano. Brinde do studio de Pilates, via professora Bruna Batista (Foto JCarlos)

Dessa história só fiquei sabendo recentemente.

Eu era criança pequena em Teófilo Otoni, dois anos, segundo mãe. A minha avó tinha uma vizinha, cuja filha chamava Inez e gostava de mim, presenteando com biscoito de nata. Nesta época ela estava montando a árvore de natal e, por algum motivo, eu estava lá e fiquei maravilhado com a decoração, as bolas de vidro e outros enfeites.

Quando cheguei em casa, à noite, pedi à mãe uma árvore de natal. Sem dinheiro para comprar uma na loja, mãe buscou um galho seco e o decorou, fazendo a minha vontade e a minha alegria. Virou tradição mantida até hoje quando mãe tem 90 anos.

Lembro que a cada ano as nossas árvores de galho tinham uma decoração diferente. Umas foram pintadas de branco, outras envolvidas em algodão, ensopadas com cola e salpicadas com bolinhas de isopor. Neve de pobre no nordeste mineiro.

Mãe e pai sempre se desdobravam – com o pouco que ganhavam – para marcar a data.

Obrigado.

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D. Nilta Natal Teófilo Otoni 

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