12 de abril de 2020

Espremendo o coelho

Por José Carlos Sá

Ovos de galinha, cosidos, coloridos era nosso ovo de Páscoa (Foto Marcela Ximenes)

Num domingo de páscoa, quando éramos crianças pequenas em Teófilo Otoni, acordamos cedo para encontrarmos os ninhos com ovos de páscoa, antes de ir à missa.

Paíto, Cida e eu procurávamos atrás dos móveis, nas gavetas, enquanto pai e mãe diziam “está ficando quente”, quando aproximávamos do alvo ou “está ficando frio”, quando afastávamos.

Depois de encontrados os ovos, fomos tomar café e descascar e comer os ovos, que eram ovos de galinha cozidos e coloridos com tinta de caneta ou com papel crepom. Foi aí que notei que mãe e pai estavam com os dedos sujos de tinta.

Desconfiado, perguntei a origem daquela tinta. Pai foi rápido na resposta:

– O coelho não queria botar os ovos para vocês e nós tivemos que espremê-lo.

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Cida D. Nilta José Carlos de Sá Paito Páscoa Teófilo Otoni 

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