Uma das primeiras notícias que ouvi (ou li) na manhã de hoje foi sobre o plano do presidente interino Michel Temer de viajar à China assim que terminar o enrosco do impeachment. Achei estranho a escolha deste destino, mesmo com a desculpa de ir vender aviões e carne aos chineses.
Me lembrei que há 55 anos, uma outra viagem à China deu pano para as mangas do ‘shen-i’*. O presidente era Jânio Quadros, que mandou o vice, João Goulart, à Ásia. Enquanto Jango era recepcionado por autoridades chinesas, entre elas Mao Tse Tung, o Brasil pegava fogo com a renúncia de Jânio. João Goulart não desembarcou no país, ficando no Uruguai até a coisa acalmar. O retorno dele ao Brasil e à presidência causou a crise que desembocou na revolução de 64.
Minha mania de fazer associações mentais automáticas é um perigo…


