Há seis meses completei 60 anos. Lembrei-me de quando era criança, queria chegar logo aos 18 anos e fazer o quisesse. Vi, depois, que não é bem assim. Então, antes dos 60, eu queria chegar a essa idade para usar e abusar da Lei das Prioridades (Estatuto do Idoso): furar fila, estacionar o carro em vaga privativa e ganhar descontos ou isenções em taxas de serviço público.
Conversava sobre isso com o jornalista e bruxo, Carlos Sperança, também recém-sessentão. Ambos descobrimos que ficamos constrangidos em usar as nossa prerrogativas de “véios”. No meu caso, no banco, na Caerd ou onde se tem que tirar senhas para ser atendido, me encaminham para o atendimento normal e não digo que “sou do grupo da prioridade”. Também minha cara não ajuda…

