
A cara-de-pau de certas pessoas não tem limites (Imagem criada pelo assistente IAgo Copilot/Prompt JCarlos)
Em um dos episódios da segunda temporada da série Justified – Cidade Primitiva, um personagem retorna ao seu apartamento depois de uma temporada na Europa e encontra um novo morador. O invasor está à vontade, só de cuecas, como se estivesse em sua própria casa — e ainda usando o roupão do proprietário. A surpresa, claro, é desagradável.
Como costumo comentar, a vida e a arte são separadas por uma tênue película, bastante complacente, que ora se estica para um lado, ora para outro, confundindo os limites entre o real e a imaginação.
Ontem mesmo li em um portal catarinense de notícias que uma mulher foi presa após exorbitar de suas atribuições profissionais e passar a morar em um imóvel que deveria oferecer para venda. Era um apartamento de frente para o mar, mobiliado e ainda com os objetos pessoais da proprietária.
A corretora de imóveis levou alguns interessados para visitar o apartamento sob responsabilidade da empresa em que trabalhava. De posse das chaves e da senha de acesso ao condomínio — e sabendo que a dona mora em outro estado e tem dificuldades de locomoção devido à idade avançada — decidiu tomar posse do imóvel e foi morar lá.
O zelador do prédio, que tudo sabe e tudo vê, estranhou a presença da mulher e chamou a polícia, encerrando a temporada de férias à beira-mar patrocinada pelo alheio, sem que o patrocinador soubesse.
Tem gente folgada nesse mundão de Deus!
[Crônica XCIII/2026]
