
Teixeira se compadeceu com o casal de idosos à beira da estrada… (Imagem gerada por IA Copilot/Microsoft)
Teixeira fazia mais uma de suas intermináveis viagens pelo interior, visitando as filiais da empresa e recolhendo o dinheiro das vendas. Para passar o tempo — e a solidão — se divertia espantando passarinhos e cachorros que cruzavam o alcance da poderosa buzina da caminhonete.
Foi numa tarde, com a chuva pronta para cair, que viu um casal bem idoso acenando à beira da estrada, pedindo carona. Apesar de proibido, pensou no aguaceiro iminente e parou ao lado deles, convidando-os a embarcar. O velhinho acomodou-se ao seu lado, no banco da frente, enquanto a mulher se ajeitava entre as bugigangas que Teixeira comprava nas paradas do xixi.
Mal deu a partida no carro e sentiu a dor aguda de um corte na garganta. O sangue quente escorreu pelo peito, empapando a camisa.
O mistério sobre o crime persiste até hoje.
[Este texto foi escrito no início da década de 2000 e estava guardado em uma pasta esquecida]
