04 de setembro de 2025

Certa tarde de chuva

Por José Carlos Sá

Teixeira se compadeceu com o casal de idosos à beira da estrada… (Imagem gerada por IA Copilot/Microsoft)

Teixeira fazia mais uma de suas intermináveis viagens pelo interior, visitando as filiais da empresa e recolhendo o dinheiro das vendas. Para passar o tempo — e a solidão — se divertia espantando passarinhos e cachorros que cruzavam o alcance da poderosa buzina da caminhonete.

Foi numa tarde, com a chuva pronta para cair, que viu um casal bem idoso acenando à beira da estrada, pedindo carona. Apesar de proibido, pensou no aguaceiro iminente e parou ao lado deles, convidando-os a embarcar. O velhinho acomodou-se ao seu lado, no banco da frente, enquanto a mulher se ajeitava entre as bugigangas que Teixeira comprava nas paradas do xixi.

Mal deu a partida no carro e sentiu a dor aguda de um corte na garganta. O sangue quente escorreu pelo peito, empapando a camisa.

O mistério sobre o crime persiste até hoje.

 

[Este texto foi escrito no início da década de 2000 e estava guardado em uma pasta esquecida]

Tags

Caso de polícia Contos Ficção 

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