Prestei o serviço militar voluntariamente. Tive a opção de dizer que não queria, mas servi, ficando mais de quatro anos na Força Aérea Brasileira. Assim que entrei na caserna, na Base Aérea de Belo Horizonte, em janeiro de 1976, me deram o “nome de guerra” de Sá e o número 24. Era uma homenagem a um soldado de outra turma, que tinha o mesmo sobrenome e o mesmo número.
Alguns anos depois fiz o curso de cabo e quando ia ser promovido pedi para trocar o nome de guerra, acrescentando o Junior. Eu imaginava o cacófato que daria: “Cabossá”, “Cabusá” e por aí. O pedido de troca do nome foi aceito, passei a se conhecido como cabo Sá Junior.
Mas tudo tem um preço. Há uma lenda no quartel de que a troca do nome de guerra dá azar. E deu. Nos dois anos e pouco em que fui cabo peguei as minhas primeiras detenções.

