Uma das coisas desagradáveis em uma viagem de avião é quando passamos por uma área de turbulência. No voo, entre Florianópolis e São Paulo passamos por uma violenta. Depois, no procedimento de descida em Confins (MG), outra. O avião balançava – diria o poeta – como uma folha ao vento.
O dr. Orestes Muniz me contou que quando ele era deputado federal, indo de Brasília para Porto Velho, o avião entrou em uma área de turbulência repentinamente. Passageiros que não estavam com os cintos afivelados bateram as cabeças no teto, a comissária, com carrinho e tudo, foi arremessada para o alto e se machucou. Nisso, um menino começou a falar:
– Vai cair! Vai cair! Vai cair!
O pai dele disse:
– Cala a boca, menino!
E a resposta:
– Tá com medo! Tá com medo! Tá com medo!

