Alguns meses após o episódio que relatei no “Sem lenço e com um documento“, recebi na minha sala no Palácio Presidente Vargas um engenheiro boliviano, que esteve presente à minha palestra (estava com um cartão meu) e que foi a Rondônia em busca de dados econômicos para iniciar os estudos de viabilidade do asfaltamento da estrada entre Guayaramerín e La Paz.
Eu telefonei para colegas da Fiero e da Secretaria de Agricultura, Indústria e Comércio, que o atenderam. O tempo passou e recebo uma correspondência da Embaixada da Bolívia no Brasil convidando a mim e a 29 convidados meus para a solenidade de assinatura do lançamento da licitação para o asfaltamento da estrada entre La Paz e Guayaramerín. Um avião do governo boliviano nos buscaria em Guayaramerín.
Telefonei para a Embaixada em Brasília e pedi que a correspondência fosse endereçada ao vice-governador Miguel de Souza (eu era na ocasião secretário-executivo da Vice-Governadoria) e assim aconteceu. O dr. Miguel ia convidando empresários e parlamentares e eu incluía na lista. Coloquei nos dois últimos lugares os nomes do capitão Apolônio (Serafim Neto), Ajudante de Ordens e o meu.
A lista foi crescendo e os nomes do capitão e meu foram “expulsos” da lista. Na véspera da viagem, Miguel pediu para ver a lista e exclamou: “Onde está o seu nome e o do capitão? Vocês vão me deixar ir sozinho para a Bolívia, sem apoio?” Respondi que ele tinha convidado mais gente que cabia no avião.
No final das contas faltaram quatro convidados e eu fui. Desta vez a mala não se extraviou ou foi extraviada.

