Estávamos arrumando as malas para deixar Petrópolis, quando li um emeio no telefone que me fez rir de rachar o bico, como diria Zé de Nana. Era um rilise do TRE-RO, com o seguinte título: “TRE recebe terreno de sua nova sede“.
Pensei: pronto, resolvido o imbróglio com o Ministério Público Federal, sem mais atritos. Só para lembrar, a atual sede do TRE, na avenida Presidente Dutra, com os fundos na rua Rogério Weber, foi inundado pela cheia histórica do rio Madeira, em 2014. O Tribunal ficou hospedado no CPA, que ainda não tinha sido totalmente ocupado pelo Governo de Rondônia e precisavam preparar as eleições daquele ano.
Ao mesmo tempo, começou-se o debate sobre as construções – públicas e privadas – existentes na Baixa do União que eram irregulares, pois foram construídas em Área de Preservação Permanente (APP), às margens de dois igarapés que passam por ali. O TRE, por exemplo, tem um de seus estacionamentos construído sobre o canal do igarapé Santa Bárbara.
Mesmo assim, o MPF expediu “recomendação” para que o TRE retornasse ao prédio ‘sinistrado’. O presidente do Tribunal na ocasião, desembargador Péricles Moreira Chagas, não gostou e bateu boca, via imprensa e nos autos, com os doutos procuradores. Comentei aqui no brog.
Substituído na presidência da corte eleitoral (tô aprendendo) pelo desembargador Rowilson Teixeira, este não quis entrar em confronto e determinou a reocupação do prédio alagado. Porém, em silêncio, conseguiu o terreno e agora vai providenciar os recursos para a construção da nova sede. A antiga, se fizerem o que é certo, deve ser demolida.
A propósito, o desembargador Rowilson Teixeira é mineiro, de Caldas.

