27 de maio de 2016

Sobre ganhar sem fazer alarde

Por José Carlos Sá

Estávamos arrumando as malas para deixar Petrópolis, quando li um emeio no telefone que me fez rir de rachar o bico, como diria Zé de Nana. Era um rilise do TRE-RO, com o seguinte título: “TRE recebe terreno de sua nova sede“.

Pensei: pronto, resolvido o imbróglio com o Ministério Público Federal, sem mais atritos. Só para lembrar, a atual sede do TRE, na avenida Presidente Dutra, com os fundos na rua Rogério Weber, foi inundado pela cheia histórica do rio Madeira, em 2014. O Tribunal ficou hospedado no CPA, que ainda não tinha sido totalmente ocupado pelo Governo de Rondônia e precisavam preparar as eleições daquele ano.

Prédio do TRE inundado - Foto de 22/02/2014 (JCarlos)

Prédio do TRE inundado – Foto de 26/02/2014 (JCarlos)

Ao mesmo tempo, começou-se o debate sobre as construções – públicas e privadas – existentes na Baixa do União que eram irregulares, pois foram construídas em Área de Preservação Permanente (APP), às margens de dois igarapés que passam por ali. O TRE, por exemplo, tem um de seus estacionamentos construído sobre o canal do igarapé Santa Bárbara.

Mesmo assim, o MPF expediu “recomendação” para que o TRE retornasse ao prédio ‘sinistrado’. O presidente do Tribunal na ocasião, desembargador Péricles Moreira Chagas, não gostou e bateu boca, via imprensa e nos autos, com os doutos procuradores. Comentei aqui no brog.

Substituído na presidência da corte eleitoral (tô aprendendo) pelo desembargador Rowilson Teixeira, este não quis entrar em confronto e determinou a reocupação do prédio alagado. Porém, em silêncio, conseguiu o terreno e agora vai providenciar os recursos para a construção da nova sede. A antiga, se fizerem o que é certo, deve ser demolida.

A propósito, o desembargador Rowilson Teixeira é mineiro, de Caldas.