Estão sendo comemorados os noventa anos da Escola Estadual Barão de Solimões, por cujas carteiras passaram muita gente boa, como o ex-governador Osvaldo Piana (1989-91) e o ex-prefeito Chiquilito Erse (1989-93 e 1997-98).
Também estudou por lá o ministro do Trabalho de João Goulart (1963), ex-vice governador de São Paulo (1987-91) e ex-deputado federal por Amazonas (1959-63/4) e São Paulo (1995-99)Almino Affonso, sem falar de dezenas de outras autoridades e pessoas que se destacaram nos diversos campos do conhecimento e do profissional.
O Barão de Solimões tem as suas sub-histórias também. Fatos que compõem a alma da instituição. A mais recente é protagonizada pelo professor Abnael Machado, que contesta a direção, que está preparando para a festa dos 90 anos do educandário. Para ele, o Barão foi inaugurado em 1918 e fará 100 anos daqui a pouco.
Uma outra história quem me contou foi o amigo Hokney França, ex-baroniano, que ouviu do capitão Esron Menezes. No livro “Retalhos para a História de Rondônia”, Esron conta que Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, cujo diretor era Aluízio Ferreira, construiu o prédio definitivo para abrigar o “Grupo Escolar Barão de Solimões”: “[A Estrada de Ferro Madeira-Mamoré a partir da sua nacionalização, em 10 de julho de 1931] Passou a subvencionar programas de construção de escolas, efetuar o pagamento dos salários dos professores, mas, em contrapartida, exigia do Governo do Amazonas a nomeação de pessoas indicadas pelo diretor da Estrada”.
Em conversas com Hokney, Esron contou que o governador do Amazonas Álvaro Maia nunca pagou à Madeira-Mamoré o investimento na construção do prédio, que foi incorporado ao patrimônio do Território, quando este foi criado em 1943 e que teve como o primeiro governador, ele, Aluízio Ferreira.
Hokney me disse ontem, arrematando a história: “O prédio do Barão é o único imóvel da Madeira-Mamoré fora da avenida Divisória”, que hoje é a avenida Presidente Dutra e, no passado, dividia as propriedades da Madeira-Mamoré das terras do município de Porto Velho.


