18 de setembro de 2015

Baronias

Por José Carlos Sá

(Ilustra Secom)

(Ilustra Secom)

Estão sendo comemorados os noventa anos da Escola Estadual Barão de Solimões, por cujas carteiras passaram muita gente boa, como o ex-governador Osvaldo Piana (1989-91) e o ex-prefeito Chiquilito Erse (1989-93 e 1997-98).

Também estudou por lá o ministro do Trabalho de João Goulart (1963), ex-vice governador de São Paulo (1987-91) e ex-deputado federal por Amazonas (1959-63/4) e São Paulo (1995-99)Almino Affonso, sem falar de dezenas de outras autoridades e pessoas que se destacaram nos diversos campos do conhecimento e do profissional.

O Barão de Solimões tem as suas sub-histórias também. Fatos que compõem a alma da instituição. A mais recente é protagonizada pelo professor Abnael Machado, que contesta a direção, que está preparando para a festa dos 90 anos do educandário. Para ele, o Barão foi inaugurado em 1918 e fará 100 anos daqui a pouco.

Uma outra história quem me contou foi o amigo Hokney França, ex-baroniano, que ouviu do capitão Esron Menezes. No livro “Retalhos para a História de Rondônia”, Esron conta que  Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, cujo diretor era Aluízio Ferreira, construiu o prédio definitivo para abrigar o “Grupo Escolar Barão de Solimões”: “[A Estrada de Ferro Madeira-Mamoré a partir da sua nacionalização, em 10 de julho de 1931] Passou a subvencionar programas de construção de escolas, efetuar o pagamento dos salários dos professores, mas, em contrapartida, exigia do Governo do Amazonas a nomeação de pessoas indicadas pelo diretor da Estrada”.

Em conversas  com Hokney, Esron contou que o governador do Amazonas Álvaro Maia nunca pagou à Madeira-Mamoré o investimento na construção do prédio, que foi incorporado ao patrimônio do Território, quando este foi criado em 1943 e que teve como o primeiro governador, ele, Aluízio Ferreira.

Sigla "EFMM" na fachada do Barão

Sigla “EFMM” na fachada do Barão

Hokney me disse ontem, arrematando a história: “O prédio do Barão é o único imóvel da Madeira-Mamoré fora da avenida Divisória”, que hoje é a avenida Presidente Dutra e, no passado, dividia as propriedades da Madeira-Mamoré das terras do município de Porto Velho.