
Um dos clones do Homem-Aranha estava perdido no Terminal de Integração de Florianópolis (Imagem editada pelo IA Gemini/Fotos JCarlos)
Há algum tempo assisti com a Marcela ao filme Homem-Aranha: Sem Volta para Casa. Tive dificuldades para entender a história, porque esse negócio de multiversos não faz sentido algum para mim. Minha cabeça tem uma formatação antiga e não comporta certas atualizações. É como o iPhone X: já era.
Minha esposa, gentil e pacientemente, me explicou como funcionam os vários mundos, as intercomunicações entre eles, os portais e o que aconteceu com o Aranha, que encontrou os outros “eus” dele — aqueles que haviam filmado as aventuras do “Amigão da Vizinhança” em tempos outros.
E como tenho o hábito de revisitar mentalmente coisas mal resolvidas, ao me deparar com uma pessoa vestida de Homem-Aranha no Ticen (Terminal de Integração do Centro, em Florianópolis), aparentemente sem rumo ou procurando alguma coisa, logo me lembrei do final do filme referido no começo: Peter Parker sozinho em Nova Iorque, também desorientado.
Seria um dos clones do Aranha que caiu na Ilha da Magia e não sabe voltar para casa? Ou seria o próprio Peter Parker, desmemoriado e despombalecido, ainda à procura da Mary Jane e do Ned neste hemisfério?
Não consegui alcançá-lo para perguntar e, assim, nunca saberei.
[Crônica CCX/2026]
