Quando vivo uma experiência marcante, ela ocupa por completo a minha mente, não deixando espaço para outro pensamento. Foi o que aconteceu neste fim de semana, quando participei junto com outras 34 pessoas, de um semi-retiro: o Curso Damasco, inspirado na experiência de (São) Paulo no caminho de Damasco.
Eu já conhecia a história de Saulo, o fariseu que após o encontro pessoal com Jesus, tornou-se o apóstolo Paulo. No livro indicado pela Marcela, li sobre o episódio da morte de Estevão — e era basicamente isso o que eu sabia até então.
Durante o curso, um novo horizonte se descortinou diante de mim: uma forma diferente de compreender a busca pela salvação, sob o prisma que Jesus revelou em sua passagem pela Terra há pouco mais de dois mil anos.
Aprendemos que, no Antigo Testamento, “ser salvo” estava ligado exclusivamente ao cumprimento da Lei — os Dez Mandamentos e mais 613 preceitos, cujo cumprimento integral é praticamente impossível. Saulo era um fiscal rigoroso dessa Lei e levou muitas pessoas aos cárceres e à morte por desrespeitá-la. Estevão foi uma dessas vítimas: morreu por ser cristão.
A caminho de Damasco, indo perseguir outros seguidores de Jesus, Saulo teve um encontro pessoal com Ele — e isso transformou sua vida. O curso recebeu o nome Damasco justamente para nos fazer compreender o antes e o depois dessa revelação.

Enviados da Comunidade Senhor Bom Jesus – Potecas – a Damasco (Foto diácono José Augusto/EESA-Sagrados Corações)
Foram dois dias de estudo e aprendizado intenso, vividos ao lado dos meus colegas da Comunidade do Senhor Bom Jesus, aqui do bairro, da qual faço parte e de irmãos de outras comunidades.
Saí da imersão com certezas e dúvidas. Certeza de que, sozinho, nada posso fazer — nem por mim mesmo —, mas posso tomar a atitude de me unir a um grupo que busca o mesmo propósito: tornar-se pessoas melhores para si e para os outros.
É o caminho que pretendo seguir.
O curso foi ministrado pela Escola de Evangelização Santo André – Paróquia Sagrados Corações.
[Crônica LXXXIX/2026]


