21 de julho de 2026

Coincidências literárias e políticas

Por José Carlos Sá

Convite para o lançamento do livro Alicinha, no dia 22 de julho, em Coqueiros (Reprodução)

Por uma dessas coincidências explicadas por algum algoritmo — que a minha limitação mental não consegue decifrar — falei hoje cedo para a Marcela que amanhã irei ao lançamento do novo livro do jornalista Frutuoso Oliveira. Trata-se de seu primeiro romance, Alicinha, que se soma às obras já lançadas na área de marketing político, biografias e crônicas políticas.

Pois bem, minutos depois liguei o computador para procurar o tema da crônica de hoje e, aleatoriamente, comecei a abrir sites. Cheguei ao Facebook, que me mostrou lembranças do que publiquei neste mesmo dia em 2021. Era justamente a resenha que escrevi sobre o delicioso livro Conversas em Biguaçu, também de Frutuoso Oliveira — assunto da conversa com a esposa.

O livro me foi emprestado por um amigo, com a condição de que eu lesse e devolvesse, pois tinha dedicatória do autor. Isso fez com que o volume furasse a fila e passasse na frente de dois outros já agendados. Não me arrependi.

Frutuoso narra uma história ficcional, em 29 crônicas, sobre as visitas do então governador Carlos Moisés a um pai-de-santo (o pai Pacácio), que incorporava o espírito do ex-governador Luiz Henrique da Silveira, falecido em 2015 e ainda hoje considerado um político habilidoso e sábio.

A partir da leitura de Conversas em Biguaçu, passei a acompanhar as manobras políticas para as eleições de 2022 e a tentativa de Carlos Moisés de se reeleger. O que notei — e escrevi aqui — é que ele fez tudo ao contrário do que o pai Pacácio, incorporado, lhe recomendava. Resultado: perdeu a eleição ainda no primeiro turno.

Por isso, vou ao lançamento do novo livro — que, em princípio, não fala de política — com a boa expectativa de me divertir.

[Crônica LXXXV/2026]