
Eu ia dar uma sumanta de pau nos marginais, mas você me acordou! (Imagem gerada pelo assistente IAgo Copilot)
– Zé Carlos! Zé Carlos! Você está bem?
– Hum? Oi?
– Você está passando bem?
– Estou…
– Você estava sonhando?
– Era.
Acordei com a Marcela me chamando, preocupada. Como não era nada, voltamos a dormir.
Pela manhã, no café, ela me disse que eu estava agitado, produzindo sons, como se tivesse uma crise de apneia do sono, apesar do aparelho que utilizo para evitar que isso aconteça.
Contei a ela que estava sonhando que nossa casa havia sido invadida por dois ladrões. “Essa casa aqui?”, quis saber. Não. Não sei onde era, mas era nossa casa, e eu surpreendi os ladrões quando eles separavam o que iam levar.
– Eu já tinha me armado com um pedaço de pau, não sei de onde, e estava aguardando a oportunidade para atacar. Aí eles se separaram: um foi para o quintal e o outro entrou no quarto do João Pedro…
– E aí? Você bateu nele?
– Não. Aí você me acordou. E quando voltei a dormir, já estava em outra situação…
– Ah!
– Da próxima vez, espere pelo menos eu dar uma sumanta de pau nos ladrões antes de me acordar!
– Não senhor! Vou acordar, sim!
– Uai, por quê?
– E se você dá uma pancada de mau jeito e mata eles, vai preso… Como eu vou ficar?
– É. Tem razão. Tem que me acordar mesmo. Já pensou se no mundo dos sonhos não tem lei da legítima defesa? Vou ficar preso lá e não acordo mais.
IMPORTANTE: A última parte do diálogo é inventada. Nem a Marcela nem eu endoidamos ainda.
[Crônica CXXVI/2026]
