Lendo a coluna Page Not Found, do portal Extra, descubro o caso de uma mulher de 30 anos que ficou desaparecida por alguns dias na cidade de Ocozocoautla de Espinosa, no estado de Chiapas, México.
Grecia Guadalupe foi vista sendo levada por um homem armado, em uma região onde havia ocorrido um ataque a tiros em um bar, que deixou quatro mortos.
A polícia foi acionada e, junto com a Comissão Estadual de Busca de Pessoas, espalhou cartazes com a foto da mulher — imagem retirada das redes sociais. Mas ninguém sabia o paradeiro da desaparecida.
Quatro dias depois, Grecia foi encontrada com vida em uma rodovia mexicana. A polícia, no entanto, não deu detalhes sobre o resgate nem sobre os envolvidos.
Em comunicado à imprensa, a Comissão reforçou que “embora as redes sociais sejam a fonte mais rápida de imagens, o uso de inteligência artificial ou filtros de embelezamento pode comprometer seriamente a eficiência de operações de resgate”.
‘Photochupada’
Esse episódio me fez lembrar de um causo que gosto de contar:
Estávamos em campanha eleitoral e fomos panfletar no centro comercial da cidade de Costa Marques, interior de Rondônia, fronteira com a Bolívia. A comitiva incluía candidatos a governador, senador, deputado federal e deputados estaduais.
Ao entregar um santinho para um senhor bem idoso, parado na porta de um supermercado, ouvi o seguinte diálogo:
– O senhor já tem candidato a deputado federal?
– Tenho não, senhora.
– Então eu peço o seu voto! — disse a candidata, entregando o panfleto.
O homem olhou para o papel e perguntou:
– É a sua filha?
– Não, senhor. Sou eu. Eu que estou na foto.
O idoso olhou para a candidata, depois para a foto, e novamente para ela. Então sentenciou:
– É nãããããããooo.
Me afastei para longe, tentando segurar a gargalhada. Mas acho que ela ouviu assim mesmo.
[Crônica CIII/2026]

