Sempre que posso, participo das festas que mantêm vivas as tradições culturais. Sem incentivo para sua sobrevivência física, elas acabam virando apenas lembrança nos livros de história.
Uma dessas festas é o folguedo religioso-profano conhecido aqui como Terno de Reis, mas que recebe outros nomes em diferentes regiões: Folia de Reis (MG, SP, RJ, ES e Centro-Oeste), Reisado (BA e alguns estados do Nordeste), Terno de Reis (SC, BA e RS) ou ainda Festa dos Santos Reis. Em certos lugares, a mesma celebração é chamada por dois desses nomes.
No dia 6 de janeiro, tive a alegria de prestigiar o 24º Encontro de Ternos de Reis, promovido pela Fundação Cultural Franklin Cascaes, da Prefeitura de Florianópolis. O evento aconteceu na Catedral Metropolitana, logo após a celebração da Missa de Reis, presidida pelo pároco David Coelho.
Apresentaram-se oito grupos de Terno de Reis: seis de Florianópolis, um de Palhoça e outro de Orleans, no sul do Estado. Todos receberam troféus de participação, especialmente confeccionados para a ocasião pelo casal de artistas plásticos Osmarina e Paulo Villalva.
É muito interessante observar como cada uma dessas agremiações musicais canta a chegada dos Reis Magos para saudar o nascimento de Jesus Cristo. As letras, quase sempre difíceis de compreender durante a cantoria, convidam o público a acompanhar batendo palmas e repetindo, com entusiasmo, um ou outro refrão.
A seguir, compartilho algumas fotos do evento.

Grupo de Reis do Sambaqui, no norte da Ilha de Santa Catarina. Uma das melhores apresentações da noite (Foto JCarlos)

Casal Osmarina e Paulo Villalva (centro) entregou o troféu que eles mesmo confeccionaram ao Grupo Estrela Luz (Foto JCarlos)

Grupo de Terno de Reis Estrela da Magia, do Ribeirão Vermelho, norte da Ilha de Santa Catarina (Foto JCarlos)

Representante do Grupo de Terno de Reis Costa de Cima, com troféu de participação no 24º Encontro de Ternos de Reis (Foto Andy Puerari/PMF)








