
Antes de escolher a cor do seu carro novo, atente para esta pesquisa (Imagem gerada por IA Copilot / Edição BN JCarlos)
Há algum tempo — não muito — recebi uma animação em que um pombo reunia a turma e propunha uma organização na hora de sujar os carros com cocô: quem fizesse cocô branco deveria mirar nos carros pretos; já os que produzem fezes pretas, que escolhessem os carros brancos. O link para o desenho está aqui.
Havia, porém, uma ressalva nas instruções: os pombos que não quisessem se preocupar com a cor dos carros, que defequem nos vidros dos automóveis.
Ri dessa suposta deliberação, pois nosso carro é preto e vive sendo alvo de cocôs de todas as cores — verdes, pretos, brancos, amarelos e vermelhos — dependendo da dieta dos passarinhos.
Mas fiquei ainda mais impressionado ao saber que esse assunto — cor do carro versus cor do cocô — foi tema de uma pesquisa científica encomendada pela empresa norte-americana Alan’s Factory Outlet. Segundo o site deles, o relatório “revelou quais veículos são mais afetados, quais cores atraem mais sujeira e quanto dinheiro os motoristas gastam com limpeza”.
Em resumo: os pássaros preferem fazer suas necessidades sobre veículos das marcas Ram, Jeep e Chevrolet. E os carros marrons, vermelhos e pretos são os alvos prediletos.
A pesquisa indica que um em cada quatro motoristas gasta “mais de US$ 500 por ano em lavagens e reparos devido a excrementos de pássaros”. E que metade dos entrevistados já teve o carro alvejado mais de uma vez no mesmo dia.
As conclusões do estudo sugerem que os motoristas evitem deixar seus veículos sob poleiros preferidos pelos pássaros — como árvores, linhas de energia ou placas de rua. Também recomendam estacionamentos cobertos ou a compra de uma cobertura para o carro. Aliás, esse é justamente o negócio da empresa que patrocinou a pesquisa.
Não fosse uma empresa especializada em garagens e abrigos metálicos querendo vender seus produtos, talvez nunca soubéssemos que há ciência até para os passarinhos escolherem os tipos e cores de carro onde gostam de fazer cocô.
[Crônica CCXXX/2025]
