
“Vai ter muito cabeça branca, como no show do Amado Batista” (Colagem com imagem gerada por IACopilot sobre foto JCarlos)
Soubemos do show na terça-feira, dia 30 de setembro, e já bloqueamos a agenda para a data da apresentação. Na véspera — como é costume — a Marcela fez o “esquenta”, ouvindo as músicas mais marcantes do repertório dos artistas que iríamos ver.
A Marcela é fã da Blitz desde pequenininha e chegou a levar uma bronca do seu Alcides por fazer um corte nos cabelos em homenagem à Fernanda Abreu. O hairstyle foi feito com as próprias mãos, contando com a ajuda da tesoura de costura da dona Docarmo.
A tarde de domingo chegou e fomos assistir à Banda Blitz, sucesso no Brasil desde o início dos anos 1980. Ao chegarmos ao Beiramar Shopping, a Marcela foi dizendo:
— Você vai se sentir num show do Amado Batista: só cabeça branca.
Na hora da apresentação, vimos que a avaliação da esposa estava errada. A maioria era de sem-cabelos ou cabelos tingidos. De cabeça branca mesmo, eu e mais meia dúzia.
Evandro Mesquita continua com toda a elétrica-vitalidade que eu já tinha visto na tevê. Usa o palco inteiro e abusa dos efeitos cênicos — inclusive com adereços — sempre lembrando sua origem como ator de teatro.
O repertório teve o melhor da Blitz, mais algumas músicas menos conhecidas, e homenagens às cantoras brasileiras (incluindo a norte-americana Tina Turner) que morreram recentemente, com “Mania de Você”, da Rita Lee. Também foram lembrados Raul Seixas (“Aluga-se”), Gang 90 (“Perdidos na Selva”), Cazuza/Barão Vermelho (“Bete Balanço”), Paralamas do Sucesso (“Óculos”), Titãs (“Sonífera ilha”) e outras que não me lembro agora.
Valeu a pena acompanhar a Marcela ao show e ver de perto uma banda que marcou a música brasileira com irreverência e alegria. Eu não dancei — por falta de lubrificação nas juntas — mas cantei junto “A Dois Passos do Paraíso”, “Egotrip”, “Mais Uma de Amor”, “Dali de Salvador”, “Você Não Soube Me Amar”, “Betty Frígida” (eu só sei o refrão: “Calma, Betty, calma!”).
[Crônica CCXVI/2025]





