
Lua, bolacha e café (Montagem com imagem criada por IA Copilot sobre foto de Klemen Vrankar_Unsplash/BN JCarlos)
Há 56 anos o homem pisava na Lua pela primeira vez. Foi “um pequeno passo para o homem, um grande salto para a humanidade”, segundo Neil Armstrong — autor da frase e da proeza.
Na época, eu já considerava o feito um dos mais incríveis que presenciei, mesmo vendo as imagens pela tevê e nas milhares de fotos que pipocaram depois. Até hoje não encontrei outro evento que o superasse em ousadia humana.
Sou fã dos avanços tecnológicos — desde a desafiadora frase atribuída a Arquimedes: “Dê-me um ponto de apoio e moverei o mundo” — passando pelas invenções de Leonardo da Vinci e Santos Dumont, até os dias de hoje, em que descobertas mal duram alguns instantes antes de serem superadas por outras mais surpreendentes ainda. Nem dá tempo de fazer aquele “Ah!” com a boca aberta.
Entre luas e biscoitos
Quando li que hoje é o Dia Internacional da Lua, em homenagem ao desembarque norte-americano no nosso satélite natural, pensei em comemorar. Também soube que 20 de julho é o Dia Nacional do Biscoito — outra coisa de que gosto, e que pouco evoluiu desde que conheci essa guloseima há quase 70 anos.
Lembro agora das duas formas favoritas de comer bolachas ‘Maria’ e ‘Maizena’. A primeira: um sanduíche recheado com bastante manteiga, apertado com força até ela escapar pelos furinhos dos biscoitos. A segunda: mergulhar as bolachas na caneca de café com leite e comer a mistura de colher.
Ainda gosto de bolachas Maria e Maizena, mas abandonei — há muito tempo — a forma infantil de comê-las. Hoje as degusto (ô palavrinha sem vergonha!) apenas acompanhadas por um cafezinho sem açúcar. Com o mesmo prazer, diga-se.
Juntando tudo num só dia
Como se não bastasse uma data de tanto significado subjetivo para mim, hoje também é Dia do Amigo. E em um 20 de julho como este — só que em anos diferentes — nascia Santos Dumont (retro mencionado) e morria Padre Cícero.
Também foi fundada a vetusta Academia Brasileira de Letras; lançado o primeiro automóvel pela fábrica Ford; e Hitler sobreviveu a um atentado a bomba na famosa “Toca do Lobo”. Entre outros fatos que — confesso — nunca despertaram minha curiosidade.
Para comemorar tudo isso, vou comprar um pacote de biscoitos e esperar a noite chegar para comê-los. Mesmo sabendo que a Lua está minguante e eu não poderei vê-la, ainda sei que ela está lá em cima — com o formato de uma bolacha.
[Crônica CLXVII/2025]
