30 de junho de 2025

A fronteira está dominada – A resenha de hoje

Por José Carlos Sá

Cartaz oficial da série policial no streaming (Reprodução)

O título desta resenha é a frase de um dos personagens no último episódio da segunda temporada da série brasileira DNA do Crime, exibida pela Netflix — a que assistimos, Marcela e eu, numa maratona de cinco horas na noite de domingo.

A série mostra a atuação de policiais federais contra o crime organizado que opera na fronteira do Brasil com o Paraguai — e as ramificações das quadrilhas no interior dos dois países, atuando de forma coordenada.

Assim como os bandidos, os policiais também praticam uma cooperação transfronteiriça (não imaginei que um dia usaria essa palavra), mas, na série, ela é bem diferente da vida real: há colaboração, reforço de efetivo e, principalmente, ausência de “vazamentos”.

A produção brasileira não fica devendo nada àquilo que, no passado, chamávamos de “enlatados” — aquelas séries estrangeiras, em especial as norte-americanas — no quesito porrada, tiro, bomba e sexo.

Mas, por justiça, preciso apontar alguns furos da produção. Nos primeiros episódios da segunda temporada, os diálogos são quase inaudíveis, e precisamos recorrer à legenda para entender o que os personagens estavam dizendo. No enredo, há situações deixadas sem desfecho e algumas fugas dos bandidos aos cercos policiais também são irreais. 

O bandido fala para o sócio na Itália, que está tudo dominado (Frame reprodução)

Um exemplo de situação mal resolvida: no episódio 6, três bandidos tentam matar a policial Suelen (personagem de Maeve Jinkings), que passeava com a filha e a babá em uma praça pública. Ela foge, atrai os “suspeitos” para longe, mata dois e prende o terceiro. Esse último simplesmente desaparece da trama. Nem Suelen, que o prendeu, nem o chefão que encomendou o crime voltam a mencioná-lo.

Ainda assim, recomendo DNA do Crime, que provavelmente terá uma terceira temporada. A frase que dá título a esta resenha funciona como a “senha” de que a história continua — porque, sejamos realistas, as relações promíscuas entre bandidos e mocinhos nunca acabam.

[Resenha XIV/2025]

Tags

DNA do Crime Maeve Jinkings Marcela Ximenes Netflix 

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