
O cara pesquisou todos os tipos de combustível para substituir o diesel (Colagem sobre foto com ilustrações de IA Designer/Monica e BN JCarlos)
O Prêmio Jovem Cientista, promovido pelo Senai, por pouco não saiu para Rondônia.
Um inventor de Ji-Paraná, após anos de pesquisa e experimentação, conseguiu substituir o combustível de uma Toyota, que normalmente funciona a óleo diesel, por uma nova forma de propulsão.
Ele testou diversas misturas: Álcool com gasolina, sumo de casca de laranja, gás hélio em estado líquido, hidrogênio, vapor, carvão mineral, petróleo bruto, gás de pântano, gás de biodigestor, carvão vegetal, bateria elétrica, pilha de rádio, caulim, tequila, energia solar, metanol, fluido de isqueiro, gás de cozinha, tório, fermentação bacteriológica (metano, ou flatulência, por que não?), acetileno, e outros que agora não me lembro.
E o que ele descobriu?
Todos os combustíveis tinham custo superior ao óleo diesel, tornando inviável sua produção em escala industrial.Foi aí que Roberto Torquato — esse é o nome do inventor — resolveu simplificar e optar pelo combustível mais barato e acessível: água.
Um recurso disponível em quase todo o mundo, barato, não poluente, inodoro, insípido, incolor. Roberto só encontrou um problema no uso da água como combustível:
A Toyota não andou.
[Crônica XCII/2025 – Texto original publicado no jornal O Guaporé – Porto Velho (RO) – 08/06/1990]
