05 de dezembro de 2024

A história dos mapas no museu

Por José Carlos Sá

Hoje em dia, o GPS (Sistema de Posicionamento Global) nos ajuda a encontrar quase todos os lugares na Terra. No entanto, ele também pode nos fazer perder se não seguirmos corretamente as instruções da mensagem de voz. Já me perdi várias vezes por seguir ou não as orientações do GPS.

Faço esse comentário por imaginar como eram as navegações em um passado nem tão distante. As grandes navegações, como são chamadas o período das explorações marítimas iniciadas pelo rei de Portugal, Dom João, em 1415, iniciaram com os marinheiros praticamente entrando no mar às cegas, se orientando pelas estrelas, quando era possível vê-las. Os instrumentos de navegação foram aparecendo e sendo adaptados aos poucos. 

Antes dos portugueses, os povos nórdicos já saíam em expedições de saque e pilhagem pelo mundo. Com o tempo, as viagens passaram a ter como objetivo o comércio. Como se orientavam? Não sei. 

A história de como a confecção dos mapas foi desenvolvida e aperfeiçoada desde a antiguidade até os dias de hoje está em uma exposição temporária no Museu de Florianópolis “Prefeito Sérgio José Grando”, do Sesc, até setembro de 2025.

A ideia da “Jornada cartográfica – Passado e Presente pelos Mapas de Florianópolis” é mostrar “um pouco mais sobre o processo de elaboração de mapas e as mudanças que a cidade [de Florianópolis] passou ao longo dos anos”.

A exposição é interessante se você tiver tempo para ler todos os painéis contando a história da cartografia, das mudanças que foram ocorrendo na elaboração dos mapas e sobre os principais pesquisadores que fizeram com que a arte de fazer mapas evoluísse. Também sobre a ocupação gradual da Ilha de Santa Catarina, onde se localiza a cidade de Florianópolis.

Eu tinha tempo e estava lendo tudo, quando chegaram alunos de uma escola que visitava o museu. Não deu mais e lembrei da música “Cotidiano nº 2”, do Vinícius de Moraes e Toquinho, no trecho “Aí a criançada toda chega / E eu chego a achar Herodes natural”.

Abaixo o serviço e as fotos.

Serviço:

O quê: Exposição Jornada cartográfica – Passado e Presente pelos Mapas de Florianópolis

Onde: Museu Florianópolis – Prefeito Sérgio José Grando

Quando: Até o dia 8 de setembro de 2025. 

Visitação: Segunda a sexta das 09h às 19h, domingos e feriados, das 10h às 16h, e fechado às terças.

Ingressos: R$ 10,00; Meia entrada: R$ 5,00

Cartaz da mostra (Divulgação)

Este é o “Orbis Terrarum”, onde estão representadas Roma e todas as terras conquistadas. A autoria é atribuída a Marcus Agrippa, aproximadamente, no ano  de 20 a.C.) (Foto JCarlos/Reprodução)

Planisfério de Jerônimo Marini, de 1511, é o primeiro a usar a palavra “Brasil” para nomear as posses portuguesas n’além-mar (Foto JCarlos/Reprodução)

Talvez tenha sido essa representação da Terra, feita pelo grego Anaximandro de Mileto, que inspirou os ‘terraplanistas’ a afirmarem que o nosso planeta é chato, como eles (Foto JCarlos/Reprodução)

Teodolitos. Equipamentos de topografia, usados para medir grandes extensões de terrenos, mas também na navegação, construção civil, agricultura e na meteorologia (Foto JCarlos)

Este é um Pantômetro de Luneta, usadoOs pantômetros eram utilizados para medir ângulos horizontais entre alinhamentos, em levantamentos de baixa precisão. (Foto JCarlos)

Mapa de Desterro feito à época em que o governador da Província era o Visconde de Taunay (1876-1877) (Foto JCarlos)

Mapas da Ilha de Santa Catarina, destacando aspectos variados, como meio ambiente, geologia e pontos de interesse (Fotos JCarlos)

… aí chegaram as crianças e a paz acabou… (Foto JCarlos)

 

 

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Cartografia Florianópolis GPS Museu de Florianópolis Sesc 

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