05 de junho de 2022

Sempre Titãs

Por José Carlos Sá

A partir da esquerda, Sérgio Britto, Mário Fabre, Tony Bellotto e Caio Góes Neves. Um show intimista e muito bom (Foto JCarlos)

Parecia uma máquina do tempo. Em fevereiro de 2016, Marcela e eu estávamos em São João Del Rei e fomos ver a estreia do filme Deadpool, no Cine Gloria Shopping. Eu me senti um estranho no ninho – para ficar nas referências cinematográficas. Havia 99% de jovens nerd e o restante de pessoas com mais experiência. No show dos Titãs, sábado (4) à noite em Florianópolis, foi o contrário. A maioria dos espectadores era de pessoas de cabelos brancos ou sem cabelos. Havia jovens e crianças na plateia também, mas em minoria.

Não sou um fã de carteirinha dos Titãs. Gosto muito do Acústico MTV, tanto que comprei o CD e o DVD oficiais. O meu primeiro contato com a música deles, por volta de 1989, foi na casa da amiga professora Eunice Bueno. O filho dela acho que fazia parte de uma banda e cantava Bichos escrotos sem parar. Tenho problemas com a palavra “escroto”, que acho de uma vulgaridade sem par. Ela, aliás, não faz parte do meu vocabulário de xingamentos, que é bem amplo. Também nessa época tocava Polícia nas rádios de Porto Velho.

Então, os Titãs aconteceram para mim em 1997 e continuo vendo a gravação do Acústico no YouTube. Acompanhei o – vamos dizer – enxugamento do grupo de longe. Eram nove músicos e agora restaram três, mas o show a que fomos só estavam dois da formação original, Sérgio Britto e Tony Bellotto, acompanhados do baixista Caio Góes Neves e do baterista Mário Fabre.

O show foi muito bom. A Marcela, que conhece a banda melhor do que eu, gostou muito. Cantou quase todas as músicas e dançou, na apoteose da apresentação, quando tocaram Homem Primata e Bichos Escrotos…

Tony Bellotto cantou Pra dizer adeus, de autoria sua e do Nando Reis, que foi oferecida à professora de Pilates dele, que agora mora em Florianópolis (Foto JCarlos)

Sérgio Britto também contou as histórias das músicas que fez, dentre elas uma de que gosto muito, Go back, que é um poema do tropicalista Torquatro Neto, que ele musicou (foto JCarlos)

Enquanto houver sol, sob a luz dos celulares (Foto JCarlos)

Transmitindo ao vivo para alguém… (Foto JCarlos)

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Marcela Ximenes Sérgio Britto Titãs Tony Bellottp 

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