
A partir da esquerda, Sérgio Britto, Mário Fabre, Tony Bellotto e Caio Góes Neves. Um show intimista e muito bom (Foto JCarlos)
Parecia uma máquina do tempo. Em fevereiro de 2016, Marcela e eu estávamos em São João Del Rei e fomos ver a estreia do filme Deadpool, no Cine Gloria Shopping. Eu me senti um estranho no ninho – para ficar nas referências cinematográficas. Havia 99% de jovens nerd e o restante de pessoas com mais experiência. No show dos Titãs, sábado (4) à noite em Florianópolis, foi o contrário. A maioria dos espectadores era de pessoas de cabelos brancos ou sem cabelos. Havia jovens e crianças na plateia também, mas em minoria.
Não sou um fã de carteirinha dos Titãs. Gosto muito do Acústico MTV, tanto que comprei o CD e o DVD oficiais. O meu primeiro contato com a música deles, por volta de 1989, foi na casa da amiga professora Eunice Bueno. O filho dela acho que fazia parte de uma banda e cantava Bichos escrotos sem parar. Tenho problemas com a palavra “escroto”, que acho de uma vulgaridade sem par. Ela, aliás, não faz parte do meu vocabulário de xingamentos, que é bem amplo. Também nessa época tocava Polícia nas rádios de Porto Velho.
Então, os Titãs aconteceram para mim em 1997 e continuo vendo a gravação do Acústico no YouTube. Acompanhei o – vamos dizer – enxugamento do grupo de longe. Eram nove músicos e agora restaram três, mas o show a que fomos só estavam dois da formação original, Sérgio Britto e Tony Bellotto, acompanhados do baixista Caio Góes Neves e do baterista Mário Fabre.
O show foi muito bom. A Marcela, que conhece a banda melhor do que eu, gostou muito. Cantou quase todas as músicas e dançou, na apoteose da apresentação, quando tocaram Homem Primata e Bichos Escrotos…

Tony Bellotto cantou Pra dizer adeus, de autoria sua e do Nando Reis, que foi oferecida à professora de Pilates dele, que agora mora em Florianópolis (Foto JCarlos)



