É isso mesmo que está escrito aí em cima distinta leitora, prezado leitor.
O artista Mir Sestrem, como é conhecido Claudemir João Sestrem, se expressa usando cola e excrementos de cupim nas suas obras.

Catedral de Florianópolis – O artista utilizou a técnica que ele chama de Aglutinado celular de madeira estratificada (Foto JCarlos)
Foi o que vi, em uma amostra dos trabalhos que estão expostos na ala sul do Mercado Público de Florianópolis ontem (01). São reproduções da Catedral, da Igreja Luterana, do Palácio Cruz e Souza e de um casarão do centro histórico, que não sei identificar e de flores copo-de-leite. Tudo usando o cocôzinhos dos cupins.
Mir Sestrem conta que ao fazer um trabalho escolar sobre o Dia da Árvore, em 1979, teve contato com madeiras e com os insetos que dela se alimentam, se “apaixonando” pelos cupins. Ele se aprofundou nos estudos dos termites e ficou sabendo que há 250 espécies de isoptera, pertencendo a sete famílias e a três gêneros distintos, mas o mais importante para ele é que pnroduzem excrementos em 59 tonalidades. Como teria dito o poeta e músico alemão Till Lindermann, “você é o que você come”.
Com um portfólio que inclui exposição no MASP (Museu de Arte de São Paulo) em 1981, Sestrem já mostrou a sua arte em diversas cidades, com várias temáticas, dentre elas sobre o cientista e pesquisado Fritz Müller.





