02 de junho de 2022

A arte em cocô de cupim

Por José Carlos Sá

É isso mesmo que está escrito aí em cima distinta leitora, prezado leitor.

O artista Mir Sestrem, como é conhecido Claudemir João Sestrem, se expressa usando cola e excrementos de cupim nas suas obras.

Catedral de Florianópolis – O artista utilizou a técnica que ele chama de Aglutinado celular de madeira estratificada (Foto JCarlos)

Sobrado histórico do centro de Florianópolis (Foto JCarlos)

Copo-de-leite ou lírio do Nilo [Zantedeschia Aethiopica] (Foto JCarlos)

Igreja Luterana – Florianópolis (Foto JCarlos)

Foi o que vi, em uma amostra dos trabalhos que estão expostos na ala sul do Mercado Público de Florianópolis ontem (01). São reproduções da Catedral, da Igreja Luterana, do Palácio Cruz e Souza e de um casarão do centro histórico, que não sei identificar e de flores copo-de-leite. Tudo usando o cocôzinhos dos cupins.

Mir Sestrem conta que ao fazer um trabalho escolar sobre o Dia da Árvore, em 1979, teve contato com madeiras e com os insetos que dela se alimentam, se “apaixonando” pelos cupins. Ele se aprofundou nos estudos dos termites e ficou sabendo que há 250 espécies de isoptera, pertencendo a sete famílias e a três gêneros distintos, mas o mais importante para ele é que pnroduzem excrementos em 59 tonalidades. Como teria dito o poeta e músico alemão Till Lindermann, “você é o que você come”.

Mir Sestrem reside em Florianópolis (Foto página pessoal Facebook)

Com um portfólio que inclui exposição no MASP (Museu de Arte de São Paulo) em 1981, Sestrem já mostrou a sua arte em diversas cidades, com várias temáticas, dentre elas sobre o cientista e pesquisado Fritz Müller.

Um pedaço de um cupinzeiro, também exposto no Mercado (Foto JCarlos)

Tags

Cupim MASP Mercado Público de Florianópolis Mir Sestrem 

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