
Busto de D. Pedro I, erigido em homenagem ao sesquicentenário da Independência do Brasil, em 1972. O monumento fica na praça de mesmo nome, no centro de Florianópolis (Foto JCarlos)
Em 1822 a expressão “ficar” tinha quase o mesmo significado que tem hoje. Uma relação afetiva de natureza efêmera.
Em 9 de janeiro daquele 1822, que ficaria marcado na História do Brasil como o “Dia do Fico”, D. Pedro, o príncipe-regente, resolveu desobedecer as cortes portuguesas, que reunidas à revelia de D. João VI, determinou a retirada do status que o monarca deu ao nosso país enquanto estava aqui homiziado. Também foi ordenado o retorno de Pedro para concluir a preparação acadêmica, visando a sucessão real.
As elites da Colônia se organizaram e pressionaram o príncipe, que acabou proferindo a frase que aprendemos na escola: “Como é para bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto: diga ao povo que fico!” (Há controvérsia sobre esta frase) Houve revolta de tropas portuguesas até com a tentativa de sequestro de D. Pedro para levá-lo na marra para Portugal. Depois de outras escaramuças, Pedro declarou o Brasil independente de Portugal em 7 de setembro de 1822, se tornando o nosso primeiro imperador.
Nos nove anos de reinado foi um déspota e um pândego, depois renunciou e foi em busca de ser rei de Portugal. Conseguiu, mas morreu logo, vítima das doenças adquiridas na guerra pela ascensão ao trono.
A data de hoje é lembrada por ter sido um dos passos para o Brasil ter se tornado independente e conseguido manter o território mais ou menos como era com as conquistas das entradas e bandeiras e dos sucessivos tratados de definições de limites.
