Conversando sobre o Dia de Reis com uma colega de Pilates, que é catequista, fiquei pensando no que ela disse sobre a visita dos reis magos a Jesus, que é umas tradições do natal católico. Ela disse assim: “Não está escrito [no Evangelho] que eles eram reis, só que eram magos”.
Eu nunca pensei nisso antes, aceitando o costume que vigora no país, que ainda tem os festejos do Terno de Reis e a Folia de Reis, de acordo com a região. Na nossa família, os presentes (brinquedos) eram entregues no seis de janeiro. No natal ganhávamos roupas para ir à missa de natal.
Este ano, ao fotografar os presépios por onde passamos, foquei também os Reis Magos para o pôste que tradicionalmente (sou muito previsível) escrevo neste dia todos os anos. Levando em consideração o que disse a catequista, fui pesquisar sobre o assunto e ela tem razão. No Evangelho de Mateus só diz “Magos do Oriente”. Não há referência de onde vieram – a oeste da Judeia tem muita terra – ou quantos eram. Por serem três presentes, ouro, incenso e mirra (Commiphora myrrha, uma planta medicinal usada no tratamento de infecções causadas por bactérias, fungos e vírus, além de servir de matéria prima para perfumes e cosméticos), inferiu-se que eram três pessoas.
Já é sabido que a Igreja adotou “feriados” pré-existentes ao cristianismo. O 25 de dezembro era o Dia do Sol em Roma e o 6 de janeiro foi a data adotada pela Igreja Ortodoxa para comemorar o nascimento de Cristo. A Igreja Católica Apostólica Romana fez a devida adaptação, elegendo os dias para o nascimento de Jesus e a chegada dos Reis Magos, respectivamente.
Conclusão. Como disse o autor desconhecido, “nada é o que parece ser!”

No presépio da casinha de São Francisco, em Santo Amaro da Imperatriz, os visitantes esperam a vez, após uma família de coelhinhos, para visitar o menino (Foto JCarlos)







