30 de dezembro de 2021

Defenda-nos Deus!

Por José Carlos Sá

Pescoço duro (Foto Headeneckfisioterapia.com.br)

Com um torcicolo que provocava muita dor, impedindo de girar a cabeça, segui para um pronto atendimento onde fui recebido por uma profissional de saúde. Depois de ouvir o meu queixume, ela examinou o local provocando mais dores e sentou-se à frente do computador, digitando alguma coisa. Minutos depois apresentou-me a receita explicando a dosemetria de cada um dos três remédios sugeridos para o alívio para o meu pescoço dolorido.
 
Na primeira farmácia não tinha um dos remédios e era preciso encomendar. Eu disse “deixa pra lá” e fui em outra drogaria. A mesma coisa. Um dos remédios estava em falta. O balconista resolveu verificar na filial se havia o medicamento, recebendo a resposta negativa. A farmacêutica responsável se aproximou e examinou a receita, perguntando para que foram indicados. Respondi e ela disse apontando para a dita mezinha que estava em falta: “Não estou entendendo. Este remédio não é fabricado há mais de 15 anos!”
 
Inferi, então, que quem me receitou, por tabela, foi o “Dr. Google”, que sugeriu um lenitivo já ultrapassado…
 
Mudando de assunto, mas no mesmo tema.
 
Há pouco recebi um release do Ministério Público de Rondônia onde é noticiado que a Promotoria de Ariquemes abriu investigação sobre o caso de uma criança que nasceu prematura e foi dada como morta, sem estar. Fui atrás da história e fiquei impressionado.
 
Uma mulher de 18 anos teve cólica hemorragia e foi levada à UPA na noite do dia 27, onde soube que estava grávida. Após ser medicada foi liberada com os pedidos vários exames. Na madrugada do dia 28, a mulher deu a luz a um bebê em casa, sendo ambos levados a um hospital da cidade. A criança foi considerada morta, e foi acionada a  funerária de plantão que recolheu o bebê e o levou para a morgue.
 
Na manhã seguinte, quando o funcionário foi preparar o corpo para o sepultamento, notou que o coraçãozinho esta pulsando e enrolou o bebê em toalhas, o levando a um hospital. O recém-nascido, após avaliação foi internado na UTI neonatal. Li que a Secretaria Municipal de Saúde já determinou a apuração dos fatos e o MP quer saber o que foi feito à respeito, pela secretaria e pela polícia.
 
O título deste pôste é o meu reconhecimento da nossa impotência perante algumas pessoas a quem precisamos recorrer, que um dia fizeram um juramento à Hipócrates, mas se esqueceram.

Tags

Ariquemes Hipócrates Medicina MP-RO 

Compartilhar

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

*