Estreando como frilance na imprensa catarinense, tive uma matéria publicada sobre a tradição das olarias na cidade de São José da Terra Firme no jornal ND, edição desta segunda-feira 27/12. Ouvi artesãos, professores e um memoralista para contar como os oleiros estão conseguindo sobreviver dessa atividade que foi trazida pelos açorianos que imigraram para o Sul do Brasil a partir da segunda metade do século XVIII e que foi uma atividade econômica muito importante até meados do século passado.

Vasilhas de barro encomendadas à Cerâmica Açoriana Tatá, no bairro Barreiros – São José (Foto JCarlos)
Apesar de ainda haver mercado para absorver a produção dos poucos oleiros que ainda persistem, já não há quem viva somente do fabrico manual de vasilhas utilitárias e de peças que representam o cotidiano e a cultura herdada dos antepassados. Mesmo com a redescoberta, por parte de bares, cafés e restaurantes das louças de barro, só isso não garante a sobrevivência dos artesãos com qualidade de vida.
Para garantir uma renda permanente para as pessoas envolvidas na atividade é preciso a adoção de uma política pública incentivando o turismo em São José, com a oferta da cerâmica utilitária e figurativa, com a criação de um roteiro de olarias, levando os visitantes a, literalmente, colocar a mão na massa, além de conhecerem todo o processo de criação dos artefatos de argila.
Abaixo, o printe das páginas do jornal impresso e o linque da matéria na versão online.
O texto da matéria completo está aqui: Oleiros de São José: da tradição ao risco de extinção



