Ontem (02122021) escrevi a resenha de um livro sobre fatos derivados da Guerra Fria travada entre os Estados Unidos e a União Soviética do pós-guerra (1947) até, oficialmente, 1989. Digo oficialmente porque o mundo ainda está dividido ideologicamente, não entre capitalistas e comunistas, mas entre os países mais próximos às ‘influências’ norte-americanas e russas/chinesa.
Na minha infância, recém-alfabetizado, eu lia sobre a Crise dos Mísseis em Cuba quando o mundo ficou na beirinha de uma guerra nuclear, devido às cabeças duras dos presidentes John Kennedy e Nikita Kruschev e respectivos assessores beligerantes. Eu tinha medo do “fim do mundo” caso alguém apertasse o botão de lançamento das bombas.

Napoleon Solo (Robert Vaughn) e Illya Kuriakin (David McCallum), os agentes da U.N.C.L.E., zombavam dos filmes de espionagem (Foto Divulgação)
Anos depois, já morando em Belo Horizonte, a Guerra Fria não era tão fria e estava quente nas selvas tropicais do Vietnã. Na televisão, exibiam a série O agente da U.N.C.L.E., onde soviéticos e americanos trabalhavam juntos contra uma terceira potência, a T.H.R.U.S.H., que das trevas mandava agentes para provocar a guerra nuclear. Na série, uma crítica bem humorada aos filmes de espionagem, os protagonistas desconfiavam um do outro o tempo todo.
Baú do Zé

A falta de acordo sobre a logo sepultou a criação de uma nova agência secreta (Ilustra edição JCarlos)
Um colega de colégio, o Delcimar, e eu, atentos ao que acontecia no mundo naquele momento (+ ou – 1968), resolvemos fundar uma organização secreta, lá em Beagá, para ajudar na luta contra o terrorismo internacional. Primeiro, fizemos reuniões para definir a logomarca da nossa “agência”. Não passou dessa fase.
Eu defendia o desenho estilizado do globo terrestre, onde apareciam os meridianos e as longitudes, desenhadas em linhas brancas com fundo azul (cópia ‘cuspida e escarrada’ da marca da U.N.C.L.E. da tevê). Já o meu sócio defendia a adoção de uma marca representada por um triângulo invertido, dividido em duas partes pintadas de vermelho e azul (semelhante a logomarca do DER-MG, onde o pai dele trabalhava).
Sem acordo, a organização secreta se dissolveu antes de ter começado, deixando a defesa do mundo livre a quem quisesse assumi-la!

