04 de novembro de 2021

Museu de Arte reaberto

Por José Carlos Sá

Fomos visitar a exposição retrospectiva que o Museu de Arte de Santa Catarina está promovendo para marcar a reabertura da casa após um período de fechamento de em ano e sete meses por causa da pandemia de Covid. As obras fazem parte do acervo do MASC e foram premiadas nas dez edições do Salão Victor Meirelles*, de 1993 a 2008. Este ano o concurso para o 11° Salão será reaberto depois de um intervalo de treze anos.

As obras apresentadas tentam resumir os trabalhos classificados nas edições do Salão Victor Meirelles, sendo que algumas instalações são representadas por fotografias, pois estão na Reserva Técnica para serem restauradas.

Abaixo uma amostra do que vimos:

Sem título – Vânia Mignone – 2008 (Foto JCarlos)

Enquanto os pássaros/estranhos rondam minha/cabeça, sou seduzido/por um forte furacão – Edilson Viriato – 1994 (Foto JCarlos)

Pêndulo – Marcelo Pires da Costa – 1995 (Foto JCarlos)

Os Intocáveis – Marcelo Oestroem – 1993 (Foto JCarlos)

Sem título – Paulo Whitaker – 1998 (Foto JCarlos)

Sem título – Luiz Antônio Felkl – 1995 (Foto JCarlos)

Tênis (Peça integrante da instalação “Vitrine” – A Poética do Cotidiano) – Cléa Espíndola – 1991 (Foto JCarlos)

Dependentes – Marta Berger – 2000/2001 (Foto JCarlos)

Almofada para altar na alquimia – Linda Poll – 1998 (Foto JCarlos

Okotô – Pitágoras Gonçalves – Sem data (Foto Marcela Ximenes)

Genuflexório para dois – Elias Muradi – Sem data (Foto JCarlos)

EXTRAS

Não entendi muito essa “invenção”, mesmo com a foto mostrando como usar (Foto JCarlos)

Bernunça pela janela do banheiro (Foto JCarlos)

Dança das Bernunças – Norma Bonilla – 2000 – Jardim das Bromélias/MASC (Foto JCarlos)

O Equilibrista – Paulo de Siqueira, na entrada da Centro Integrado de Cultura (Foto JCarlos)

Estes objetos, sem legenda, estavam em um cantinho da sala de exposições. Fotografei. Vai que é de um artista famoso, que quis ficar anônimo … (Foto JCarlos)

* Victor Meirelles, pintor que é conhecido pela obra “Primeira Missa no Brasil”, nasceu em Nossa Senhora do Desterro – hoje Florianópolis – em 1832 e morreu em 1903, no Rio de Janeiro. É homenageado pelo MASC, emprestando o nome para o Salão Nacional de Arte.

Primeira missa no Desterro? (Victor Meirelles e Floripacentro.Com.Br)

Nesse quadro estão marcados três morros que aparecem ao fundo. Segundo o ex-diretor do Museu Nacional de Belas Artes (Gestão 1981-1990), Alcides Mafra de Souza, Victor Meirelles acrescentou os morros existentes no centro de Florianópolis, conhecidos como Maciço do Morro da Cruz. Para provar a tese, se considerar que Pedro Álvares Cabral desembarcou na atual Porto Seguro e a primeira missa foi celebrada em Coroa Vermelha (nome atual, também), o cenário teria de ser planície, pois naquela região não há morros. O assunto está nesse link.