25 de outubro de 2021

Diálogos insólitos

Por José Carlos Sá

Espumas flutuantes (Foto Ilhados.Com)

– Coloca uma cerveja no copo do vô?

– Com espuma ou sem espuma?

– Com espuma… Com espumas flutuantes, como dizia Castro Alves…

[Minutos depois]

– O copo do vô está vazio… Põe cerveja aqui, por favor?

– Como é que o seu amigo disse? Espumas flutuantes?

– Quem? Meu amigo?

– É. Você falou há pouco…

– Ah! O Castro Alves, Espumas Flutuantes…

Eu, que não tinha nada a ver com o assunto, meti o bedelho: “Essas espumas flutuantes a que o Castro Alves se referia eram espumas do mar…”

No prólogo do livro “Espumas Flutuantes”, única obra de Castro Alves publicada em vida, o poeta escreveu: “Como as espumas, que nascem do mar e do céu, da vaga e do vento, eles são filhos da musa – este sopro do alto; do coração – este pélago da alma. E como as espumas são, às vezes, a flora sombria da tempestade, eles por vezes rebentaram ao estalar fatídico do látego da desgraça(…)”.

 

Tags

Castro Alves Espumas Flutuantes Florianópolis 

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