07 de setembro de 2021

Eu nos Sete de Setembro

Por José Carlos Sá

Apresentação já na década de 1990 (Foto Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/Descolorização JCarlos)

O que guardo de mais antigo em minha memória de algum fato relacionado com o 7 de setembro, o Dia da Pátria, sou eu folheando revistas antigas de O Cruzeiro, Manchete e Fatos & Fotos, olhando as fotos dos desfiles cívico militares. O que mais chamava minha atenção eram os soldados desfilando com cachorros (na época os pastores alemães estavam na moda), os motociclistas fazendo acrobacias e a Esquadrilha da Fumaça.

Depois, já morando em Belo Horizonte, quando tínhamos dinheiro para a passagem, mãe nos levava para ver o desfile na Avenida Afonso Pena. Depois que pai comprou uma tevê, passamos a assistir aos desfiles – geralmente os de Brasília – em casa. Nesse período, a minha atenção- com um elevado grau de inveja, ia para os meninos que desfilavam montados em bicicletas enfeitadas.

Desfilei pela primeira vez em Contagem, já na década de 1970, pelo colégio Imaculada Conceição, de Bernardo Monteiro, bairro em que morávamos. Fiz parte de um “agrupamento” vestido com abrigos esportivos que fez uma evolução em frente ao palanque de autoridades, gritando “Imaculada! Conceição!” Nessa ocasião fiquei envergonhado, mas pensei: Ninguém me conhece mesmo…

Meu único desfile como militar (Foto EM/1979)

Dos quatro anos que fui militar, só desfilei uma vez, já às vésperas de minha baixa, no 7 de setembro de 1979. Eu fazia parte da banda (na verdade era uma fanfarra, pois só tínhamos instrumentos de percussão e cornetas) e desfilei na avenida Afonso Pena, Belo Horizonte, com direito a foto no jornal Estado de Minas.

Com o amigo Josanildo Querino, então major PM – 07091999 (Foto Decom)

Encerrei minha curta participação cívica em 1999, ao fazer parte do palanque de autoridades de Rondônia, na qualidade de secretário-executivo da Vice-Governadoria. Desse episódio guardo dois sentimentos: A honra de ter sido convidado para fazer parte de tal palanque e o espanto, já no final do evento, ao sermos bombardeados com pãezinhos pela turma do Grito da Terra. Achei um desperdício de comida, mas sabe-se lá pelo quê eles protestavam: bromato de sódio? preço? pão dormido? Nunca soube. Em 2012, Marcela e eu, tivemos o prazer de visitar o Museu do Ipiranga, justamente nesta data e estamos aguardando a reabertura ano que vem, quem sabe revisitá-lo.

Em 2021, o meu sentimento neste 7 de setembro é de temor de como estará o Brasil amanhã.

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Fatos & Fotos Manchete O Cruzeiro Sete de Setembro 

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