04 de setembro de 2021

Capivarol

Por José Carlos Sá

O Capivarol foi muito usado como fortificante a partir da metade da década de 1930 (Reprodução internet)

A jovem leitora e o jovem leitor podem não saber o significado do título deste post. Capivarol era um tônico fabricado por um laboratório farmacêutico de Juiz de Fora – MG, a partir da década de 1930, à base de catuaba, guaraná e óleo extraído da capivara. Na indicação trazia que era um “ótimo medicamento para tuberculose em 1º grau e todas as moléstias ocasionadas pelo depauperamento orgânico, escrófulas (tuberculose crônica dos gânglios linfáticos), raquitismo, reumatismo e sífilis, anemia, debilidade, moléstias nervosas, etc.”

Muitos da minha geração foram tratados com esse “remédio”, que não era muito saboroso, conforme os testemunhos da época.

Tomei emprestado o nome “Capivarol”  para substituir o coletivo de capivaras [Hydrochoerus hydrochaeris], que é “bando”, mas que não tem a força de expressão que eu queria para apresentar estes simpáticos roedores que moram à beira de uma lagoa existente próximo à nossa casa, no bairro Potecas. Fiz as fotos de longe, pois o local tem a entrada proibida e é guardado por alguns vira-latas brabos.

A lagoa já foi usada para plantio de arroz (Foto JCarlos)

As capivaras vivem bem à vontade às margens da lagoa (Foto JCarlos)

O bando tem mais de 20 indivíduos, mas nem sempre estão juntos (Foto JCarlos)

Apesar da simpatia dos bichinhos, eles são hospedeiras do carrapato-estrela [Amblyomma cajennense], que transmite a febre maculosa e pode comprometer o sistema nervoso central, os rins, os pulmões, as lesões vasculares e levar ao óbito.

Ah! Também havia o Almanaque Capivarol, mas aí é outra história…

Tags

Capivaras Capivarol Febre maculosa Potecas São José 

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