Fundado em 1854 e usado efetivamente dois anos depois, o Theatro Municipal, no Centro Histórico de São José, é um dos teatros mais antigo do Brasil. Usado como casa de espetáculos até a primeira metade do século XX, após uma reforma passou a abrigar um cinema. Foi tombado como patrimônio cultural do município no ano de 2005, mas em 2013 a Defesa Civil fez a interdição total do prédio, que só foi reaberto no final de 2020, todo reformado é usado apenas para oficinas de teatro e atos oficiais da Prefeitura. Devido à pandemia, ainda não pode sediar espetáculos.
Eu conheci o local por dentro dia 11 de junho quando houve o retorno da Feira da Freguesia, que é uma oportunidade da população vivenciar diversas formas de expressão de arte, da cultura e das tradições açorianas, reunindo cerca de cem expositores. A feira foi suspensa por um ano e seis meses devido à pandemia da Covid-19.

Adolpho Mello homenageado com uma escultura em tamanho real, do artista plástico josefense Plínio Verani (Foto JCarlos 08082021)
Adolpho Mello, que empresta o nome ao teatro, foi compositor de músicas para violino e piano, violonista, regente, escritor e jornalista em São José. Também ocupou cargos públicos como tesoureiro-geral do Estado e diretor do Conselho Municipal de Desterro (atual Florianópolis). Nasceu em São José da Terra Firme, dia 20 de outubro de 1901, em uma família muito ligada à música. Faleceu em 10 de novembro de 1926.
O novo teatro tem capacidade para 103 espectadores – mas restrito a 64 pessoas -, após sofrer uma restauração completa, com a substituição de madeiras, poltronas e conta com um moderno sistema de iluminação e de segurança. Por enquanto não há programações culturais agendadas.



