01 de agosto de 2021

A fraude nossa de cada dia

Por José Carlos Sá

Nem mesmo a pandemia de covid-19 que tem arrasado com milhares de famílias há mais de um ano arrefeceu a gana dos desonestos. Sejam corruptos de alto ou baixo escalão, milicianos ou bandidos de meia pataca, as ocorrências de fraudes não diminuíram. Quadrilhas formadas por aproveitadores da dor alheia que negociam vacinas e equipamentos inexistentes junto com funcionários públicos coniventes em busca de ganhar vantagens ilegais e imorais se multiplicaram pelo país. E aqueles conhecidos golpes do “vigário”, do “paco” e similares triplicaram por todos os cantos. Não importa se você tem ou não dinheiro, o que houver no seu bolso eles vão tentar levar.

Detalhe: Não tenho conta bancária na Caixa Econômica Federal e nem o link é daquela instituição (Reprodução JCarlos)

Esse aqui é o tal do “se-colar-colou”. Marcela respondeu e não obtivemos mais contato do meu credor (Reprodução JCarlos)

Todos os dias somos bombardeados por ofertas que chegam via WhatsApp, telefone, e-mail e por outras vias de comunicação. Cada vez que atendo ao telefone, recebo uma oferta de empréstimo ou um cartão de crédito “já liberado” com a franquia de 50 mil reais. É muita tentação. Há, também, aqueles golpes pedindo para que você acesse o link do banco para desbloquear seu cartão ou outras tentativas de fraudes menos elaboradas, mas “se colar, colou”.

 

A nota falsa usada para pagar uma dívida. Tosca, mas eficiente (Foto PMMG)

De Unaí, no interior de Minas Gerais próximo a Brasília, vem a notícia de um golpe diferente – para não dizer outra coisa. Um homem tinha uma dívida de R$ 100 junto a um idoso de 75 anos e pagou com uma nota de R$ 420 reais. A vítima falou que nunca tinha ouvido falar de notas de 420, ao que o golpista afirmou tê-la retirado de um caixa eletrônico na cidade. O idoso ainda deu o troco de R$ 320. A nota falsa tinha o desenho de um bicho-preguiça e de um pé de maconha. A matéria não explica como a polícia entrou no caso. Ficamos sabendo que o golpista já tinha sido autuado por roubo e receptação de furtos e estava em liberdade condicional. Com ele foram encontrados um pé de maconha e poções da droga. Além de responder inquérito por estelionato, também foi autuado por tráfico de drogas.

Se alguém previu que sairíamos melhores seres humanos dessa pandemia, ainda não será dessa vez.

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