18 de junho de 2021

Dependência eletrônica

Por José Carlos Sá

Hoje dependemos do celular para tudo (Ilustra Internet)

Por distração, deixei o telefone celular no banco do carro de aplicativo. O motorista não viu e foi tocar a vida dele. Só dei conta que havia esquecido o aparelho ao procurá-lo para pedir a corrida de volta para casa. Voltei para o local onde havia desembarcado, na esperança do motorista ter  retornado para devolver o telefone. Fiquei esperando uns dez minutos. Bateu o desespero.

Depois comecei a andar em busca de itens quase analógicos – um táxi convencional e um orelhão.

Andei muito até chegar a uma parada de taxi, onde não havia nenhum. Orelhão funcionando também não encontrei. Resolvi caminhar mais um pouco e tentar a sorte em um supermercado. Havia um carro “me esperando”. Foram doze quadras bem medidas para conseguir um meio de voltar para casa.

Em casa, consegui falar com a Marcela pelo Web WhasApp. Ela já havia ligado para mim (que não dava noticias, nem respondia as mensagens dela), o  motorista do aplicativo atendeu e disse que retornaria depois, por estar dirigindo. Peguei o telefone do JP emprestado e liguei para o meu telefone, combinando com o motorista a devolução. Ele estava em outro município e só depois das 20h30 recebi, aliviado, o meu celular.

Estou completamente dependente dele. Agendamento de compromissos, agenda de telefones, movimentação bancária entre outros. Não sei como me liberar desta escravidão. Voltando para as agendas de papel? Ou comprando outro celular?

Tags

Marcela Ximenes Orelhão Telefone celular 

Compartilhar

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

*