28 de abril de 2021

Passa a régua

Por José Carlos Sá

Bateu na mesa, falou grosso, depois afinou (Foto internet)

Eu estava distraído quando o homem começou a falar alterado com a balconista.

– Me dá uma cachaça e fecha a #orra da mina conta!

A mulher serviu a cachaça, pegou o cadernos dos “pregos” e começou a somar. O cara estava indócil.

– Soma, mas não me roube.

A mulher respondeu: “O senhor, quando é para ‘anotar’ é todo humilde…”

Bom, a despesa somada deu R$117,50. Ele tirou o cartão da carteira e esnobou:

– Tem máquina de cartão nesse buteco?

A mulher pegou a máquina, inseriu o cartão dele, digitou o valor e passou para que digitasse a senha. Não havia saldo. Ele não se conformou e pediu para repetir a operação. Sem saldo.

– Mas não é possível! Disse dando um soco no balcão. “Acabei de pagar cinco reais na padaria!

A conta continuou pendurada e ele ainda pediu dez reais de empréstimo.

O que foi negado.

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