Eu estava distraído quando o homem começou a falar alterado com a balconista.
– Me dá uma cachaça e fecha a #orra da mina conta!
A mulher serviu a cachaça, pegou o cadernos dos “pregos” e começou a somar. O cara estava indócil.
– Soma, mas não me roube.
A mulher respondeu: “O senhor, quando é para ‘anotar’ é todo humilde…”
Bom, a despesa somada deu R$117,50. Ele tirou o cartão da carteira e esnobou:
– Tem máquina de cartão nesse buteco?
A mulher pegou a máquina, inseriu o cartão dele, digitou o valor e passou para que digitasse a senha. Não havia saldo. Ele não se conformou e pediu para repetir a operação. Sem saldo.
– Mas não é possível! Disse dando um soco no balcão. “Acabei de pagar cinco reais na padaria!
A conta continuou pendurada e ele ainda pediu dez reais de empréstimo.
O que foi negado.

