27 de abril de 2021

Pesar

Por José Carlos Sá

Coronel Amon Garrett, em foto da página dele no Facebook

Conheci pessoalmente o coronel Armon Garrett na casa do amigo coronel Josanildo Querino – que me comunicou, na noite de ontem, a notícia do falecimento. Só sabia do Garrett pela imprensa e pelos amigos/admiradores, como o cabo Raimundo, que fez parte da primeira turma da antiga COE (Companhia de Operações Especiais) da Polícia Militar de Rondônia.

Bebíamos cerveja e aproveitei para “entrevistar” o Garrett, me baseando no que sabia dele a partir das duas fontes a que me referi. Perguntei pela criação da COE e sobre a morte de um homem em um bar no bairro Santa Bárbara, em Porto Velho, acho que na década de 1990. Garrett me disse que o único arrependimento que ele tinha na carreira militar foi induzir os participantes da primeira turma da COE a tatuar uma caveira no braço junto com o número de chamada. Ele próprio era o “Caveira 01”.

Depois, estivemos juntos na chácara do coronel Alcir Barros, com quem trabalhei quando era assessor de imprensa do vice-governador Orestes Muniz. Quase todos os presentes estavam acompanhados por filhos ou netos. Minha filha Lígia estava comigo. Conversávamos e o Garrett viu pelo “canto do olho” um cachorro pitbull andando no quintal. De onde estávamos, dava a impressão que ele estava solto. Garrett sacou a arma no reflexo e deu um pulo em direção ao cachorro, falando para todos ficarem onde estavam. Felizmente, o cão estava preso a um arame que permitia que ele andasse por todo o quintal.

Fiquei triste com a notícia da partida e só posso pedir a Deus que conforte a família e aos amigos. Selveira, comandante!