05 de março de 2021

Cemitérios fictícios

Por José Carlos Sá

A última notícia que li ontem (04/03) foi sobre a falta de espaço para abrir novas covas nos cemitérios municipais de Porto Velho, para sepultar as vítimas da pandemia. A reportagem informa que a Prefeitura abriu licitação para compra de gavetas em cemitérios particulares.

Atores representam personagens do livro Incidente em Antares no centro de Porto Alegre (Foto JCarlos – 12072014)

Talvez o texto tenha me levado a fazer uma associação mental da falta de covas e dois livros que li há alguns anos: Incidente em Antares, do Érico Veríssimo e O Bem-Amado, do Dias Gomes. Em ambos, os cemitérios funcionam como cenário das histórias.
Em Incidente em Antares – acontecido em um país que não é citado – os defuntos, que aguardavam o sepultamento, fazem um protesto desfilando pelas ruas da cidade.
Já no Bem-Amado, o candidato a prefeito de Sucupira (no litoral da Bahia) é eleito com a promessa de construir um cemitério na cidade, para evitar que os mortos fossem levados para outros municípios e os sucupirenses pararam de morrer. O livro, de 1962, foi depois adaptado e atualizado para a novela global.
Nos dois livros, os autores comentam a situação do país naquele momento da história. Por que pensei nisso?

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Bahia Dias Gomes Érico Veríssimo Incidente em Antares O Bem-Amado Pandemia UOL 

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