29 de dezembro de 2020

Berro Novo – O que li no confinamento

Por José Carlos Sá

O livro foi editado em 2009 (Foto divulgação)

Fomos ao sebo, sem compromisso e encontrei esse livro do poeta paraibano Jessier Quirino, a quem acompanho pelo YouTube. Gosto dos causos que ele conta, quase todos ligados aos matutos, que de besta não tem nada. Li o livro de uma sentada. O livro é editado pela Edições Bagaço/Recife (PE)/2009.

Destaco alguns versos do Jessier, alguns bem atuais:

Merenda corriqueira – Ah, se minha’aula retornasse/Pro giz da minha infância/Pro meu caderno encapado/E o meu nome escancarado:/EU, Primeiro Ano A/Ah! Primeiro Ano A/(…)” ou “Anúncios de Fim de Mundo – Afinam-se sabiás/Embreajamos cururu/Troca-se casca de cobra/Também peba-se tatu/Vende-se amplificador de galo/Cacimba-se córregos e riachos/Implanta-se rabo de lagartixa/Rebaixa-se um zigue do zigue-zigue/Amplifica-se a fala cricrítica dos grilos.”

Fui apresentado há muitos anos ao trabalho de Jessier Quirino pelo amigo Normando Lira, conterrâneo do poeta, ambos de Campina Grande (PB).

Tags

Cultura Jessier Quirino Nordeste Normando Lira 

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