03 de dezembro de 2020

Banzo – O que li no confinamento

Por José Carlos Sá

Em paralelo com o livro A Terra Prometida, do ex-presidente norte-americano Barack Obama, li Banzo, do cronista, romancista, professor, folclorista e teatrólogo Henrique Maximiano Coelho Netto.

Coelho Netto (Foto arquivo Academia Brasileira de Letras)

Coelho Netto nasceu em Caxias – MA, em 1864, tendo falecido no Rio de Janeiro, em 28 de novembro de 1934. Foi devido a um comentário sobre o escritor, pela passagem do dia da morte dele, que atiçou minha curiosidade. Já li muitas referências a seu respeito, mas não tinha lido nenhuma obra dele.

O livro foi escrito em 1912 e mostra a situação dos ex-escravos deixados à própria sorte após a libertação (Foto reprodução)

Escolhi Banzo (Editora Porto/Lisboa, 1927 – 2ª edição), pela semelhança com o nome do meu blog, Banzeiros, mas que tem significados diferentes.

O livro conta a história de Sabino, um ex-escravo libertado que vê a transformação do mundo em volta dele. Sabino, já idoso, foi expulso da fazenda em que vivia desde que chegou da África e passa a perambular pelas estradas, pedindo esmolas. Sabino morreu só.

É um exílio dentro do exílio, resumiu um cronista anônimo.

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Barack Obama Coelho Netto Ex-escravos O que li no confinamento 

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