30 de novembro de 2020

Eleições 2020 – balanço de perdas e danos

Por José Carlos Sá

Começam as articulações para as eleições gerais de 2022 (InfoPB/JCarlos)

Quem perdeu e quem venceu nestas eleições? Não estou falando dos candidatos propriamente ditos, que foram para a linha de frente e tiveram suas fotinhas estampadas em bandeiras, santinhos e nas urnas. Falo daqueles que eles representam.
 
Hoje, 30, os cronistas políticos vão destrinchar os bastidores das eleições municipais, que são uma prévia das eleições gerais de 2022. Os prefeitos e vereadores eleitos em um pleito já são, naturalmente, cabo eleitorais de futuro candidatos a deputados estaduais, federais, senadores e até de presidente da República. Por isso é necessário conhecer o “pedigree” dos candidatos, até por que eles estão mais próximos de nós, eleitores.
 
Alguns exemplos que colhi aleatoriamente: Cristiane Lopes, candidata do PP derrotada no segundo turno em Porto Velho, representava o clã Cassol, que domina o partido; por outro lado, Hildon Chaves, reeleito prefeito da capital rondoniense, tem como aliado o grupo do ex-senador Expedito Junior.
 
Em Manaus, o veterano Amazonino Mendes teve 48,73% dos votos, sendo derrotado por David Almeida, ex-deputado estadual, que exerceu a presidência da Assembleia do Amazonas e o Governo do Estado, com o afastamento do governador José Mello e do vice.
 
Em Maceió, o candidato derrotado, Alfredo Mendonça (MDB), tinha o apoio do governador de Alagoas, Renan (Calheiros) Filho e do prefeito da Capital Rui Palmeira (sem partido). Foi engolido pelo deputado federal JHC (parece nome de louça sanitária), do PSB. Na apuração final, JHC ficou com 58,64% dos votos, enquanto o adversário, que liderou as pesquisas, terminou com 41,35%.
 
A vitória mais emblemática foi de Bruno Covas em São Paulo. A eleição dele – mesmo tendo quem negue – é um passo importante do governador João Dória em direção ao Palácio do Planalto. As idas e vindas da campanha eleitoral paulistana foi acompanhada com lupa pelo presidente Jair Bolsonaro e seus conselheiros (que não sei se são ouvidos) e pautou os discursos e posicionamentos presidenciais, que misturaram política partidária com política pública de combate à pandemia da covid-19.
 
Como diz o analista Carlos Sardemberg, “a ver”.

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Comentários

  • Leo ladeia disse:

    Parabéns Ze Carlos. De uma forma geral o discurso fácil de ocasião não foi ouvido pela maioria apesar dos casos de Psolistas aqui, ali e claro em São Paulo mostrarem que tem quem creia em Papai Noel. Não está morto quem peleia,mas o lulismo que nao fez uma capital sequer e o antagônico bolsonarismo estão descendo o Himalaia sem freios.

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